Cinema
Assassin’s Creed

‘Quando os outros homens seguirem cegamente a verdade, lembra-te…Nada é verdade. Quando os outros homens estiverem limitados pela moralidade ou pela lei, lembra-te…Tudo é permitido. Nós trabalhamos nas sombras para servir a luz. Nós somos Assassinos. Nada é verdade, tudo é permitido’

Assassin’s Creed

Com cenas de lutas bem executadas, e saltos ao estilo parkour de tirar o fôlego, Assassin’s Creed estreou neste último dia 12 nos cinemas do Brasil.

Com roteiro de Adam Cooper e Bill Collage (Êxodo: Deuses e Reis) e direção de Justin Kurzel (Macbeth), Assassin’s Creed pode ser emocionante para os fãs do game, em ver a estória na telona. Mas também, poderá decepcionar.

A trama interessante, foi pouco explorada. A busca pela Maça do Éden, poderia ter rendido mais do que cenas de lutas de tirar o fôlego, saltos, parkour e 3D bem executado (este último, em alguns momentos).  De resto, pouco sobra.

A Maçã do Éden, objeto da ‘queda do homem’, de sua ‘desobediência ao Criador’, é a grande disputa entre o Credo dos Assassinos e Templários da antiguidade e da atualidade. Os Templários, seguidores da religião dominante, desejavam a Maça para controlar o homem, o Credo dos Assassinos, para escondê-la e assim, manter a humanidade com seu ‘livre arbítrio’. Aqui, uma abordagem filosófica ou mesmo teológica, passou longe. Nem mesmo frases de efeitos foram usadas como recurso para tapar a lacuna do quesito ‘conteúdo’. Exceto pelo mantra repetido durante o filme pelos personagens; o texto que encabeça este post:

‘Quando os outros homens seguirem cegamente a verdade, lembra-te…Nada é verdade. Quando os outros homens estiverem limitados pela moralidade ou pela lei, lembra-te…Tudo é permitido. Nós trabalhamos nas sombras para servir a luz. Nós somos Assassinos. Nada é verdade, tudo é permitido’.

Callum Lynch (Michael Fassbender) é um condenado à morte que após a sua execução, acorda vivo na Fundação Abstergo, uma organização de recuperação a homens e mulheres violentos, e interessada em explorar o passado genético de Callum.

Com a ida do personagem Callum Lynch (Michael Fassbender) ao passado através da tecnologia Animus (contra sua vontade), a impressão é a de uma espécie de ‘reencarnação’, onde o personagem revive no DNA de seu ancestral morto há 400 anos (Aguilar de Nerha), os momentos cruciais que podem revelar o esconderijo da Maçã. Estes momentos se passam em Espanha, século XV, em plena Inquisição.

Alan Rikkin (Jeremy Irons) é um Templário; chefe executivo da Fundação Abstergo onde sua brilhante filha cientista, Dra Sofia (Marion Cotillard) pretende a priori, utilizar o código genético da Maçã, para erradicar a violência no DNA humano. Porém, estes podem não ser os reais planos de seu pai e os outros Assassinos da instituição, estão alertas e de olho no novato Callum que acabara de cair de paraquedas na Abstergo.

Há um certo ‘torcer de nariz’ para filmes de games, o que é uma grande bobagem. O que precisa ser melhorado, é o produto em si. Filmes não são games; possuem outra expectativa de consumo. Precisam de minimamente um conteúdo com melhores roteiros e melhores direções. Não adianta colocar grandes atores em filmes de games e não saber o que querem deles; deixando um Michael Fassbender, uma Marion Cotillard renderem bem menos do que o talento deles são capazes.

Hollywood pode mais que isto se quiser. Mas enfim, o filme também não é uma tragédia. Dá para se entreter sem pensar nestas questões e em outras que por ventura não comentei ou passou-se despercebidas.

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Paulistana; gosta de escrever, dias nublados, leituras densas, música, cinema e gastronomia.

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