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[TV] Sr. Ávila / 3ª TEMPORADA

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Nesta 3ª temporada de Sr. Ávila, a série não mudou em termos de qualidade. O roteiro continua afiado e inteligente. Os personagens profundos e bem construídos, mergulhados no lado obscuro de si mesmos, a procura de uma fresta para respirar.

Talvez o único que não titubeia em contradições de consciência, é o personagem Iván (Carlos Aragón), braço direito do Sr. Ávila. Ele faz o que tem de fazer e pronto. Sem crise.

Já Ávila, depende de remédios, dorme mal, e sua válvula de escape, o confessionário, já ficou no passado, uma vez que ele matou o padre no fim da 2ª temporada, ao descobrir que este, era o chefe da máfia de assassinos da qual faz parte. De caçado pela máfia, virou caçador.

Tiradas do caminho as ameaças contra sua vida, Sr. Ávila alcançou o posto principal. E ele agora é o ‘Senhor dos senhores’. Um título bem ousado por ser um dos títulos do ‘próprio deus’ na religião cristã. E aí que está a contradição do Sr. Ávila. Um homem que se ‘ajoelha’ diante de um deus em um confessionário, tem crises de consciência pelo que faz, mas usa o título de ‘Senhor dos senhores’ para matar. É uma série que trabalha esta questão da culpa, da punição divina. E isto reflete até mesmo no visual da série como por exemplo, a nova casa do ‘Senhor dos senhores’ é cheia de estátuas de seres celestiais.

Poucos personagens foram inseridos até o momento. Esta é uma das mudanças. Também, a série está um pouco mais brutal. Não uma brutalidade  de Tarantino. É uma brutalidade mais limpa e sutil embora mais perversa. O aumento da brutalidade talvez se dê porque Sr. Ávila não tem mais família (por sua culpa mesmo), além de ter sua vida todo o tempo em risco. Não há em quem confiar. Todos o querem morto. Além da polícia estar no seu rastro. Um homem acuado, tende a se ‘animalizar’.

A terceira temporada terá dez episódios com produção executiva de Luis F. Peraza, Roberto Rios, Paul Drago e Jorge Tijerina, da HBO Latin America, e de Fernando Rovzar e Alexis Fridman, da produtora Lemon Films. Rovzar também é o diretor da série, junto com J.M. Cravioto. Os roteiristas são os irmãos Walter e Marcelo Slavich.

Por enquanto fica a expectativa em acompanhar um líder que não pode confiar em seus liderados. E que não sabe seguir regras. Sim, no mundo do crime também tem suas leis. Mas no mundo do crime, talvez seguir ou não regras não seja o maior problema e sim, de que um vilão ter crises de consciência é como ter um calcanhar de Aquiles.

 

 

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Paulistana; gosta de escrever, dias nublados, leituras densas, música, cinema e gastronomia.

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